De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o projeto de construção do túnel sob o Estreito de Mackinac, destinado a abrigar o oleoduto da Enbridge, entrou em uma fase crítica de licenciamento. Enquanto o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA (USACE) acelera a análise sob ordens de emergência energética, grupos ambientalistas levantam novos obstáculos, focando agora na proteção de espécies como o morcego-orelhudo-do-norte e o morcego-tricolor.
Embora as preocupações com a fauna sejam legítimas, o túnel de 7 quilômetros é, tecnicamente, a única salvaguarda definitiva para evitar um desastre ecológico de proporções continentais nas águas dos Grandes Lagos.
Por que o túnel é a solução ambientalmente superior?
O principal risco ambiental atualmente não reside na construção do novo túnel, mas sim na manutenção do oleoduto existente, que se encontra no leito do lago desde 1953. Um incidente com âncora ocorrido em 2018 evidenciou a vulnerabilidade da linha, levantando preocupações sobre a segurança ambiental. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que a tecnologia de lançamento de dutos em túneis confinados apresenta soluções inovadoras e eficazes para mitigar esses riscos.
Primeiramente, a eliminação do risco de ruptura externa é uma das principais vantagens, pois o duto de 36 polegadas será protegido por uma camada de concreto, situado a 30 metros abaixo do fundo do lago, garantindo uma barreira robusta contra possíveis danos. O sistema de monitoramento e ventilação é projetado com tecnologia de ponta, incluindo ventiladores industriais e sensores de gás, que atuam para mitigar os riscos de explosões ou vazamentos que poderiam passar despercebidos.
A proteção hídrica é um aspecto crucial, pois blindar a linha 5 não apenas assegura a integridade do oleoduto, mas também protege o abastecimento de água de milhões de cidadãos americanos e canadenses, prevenindo falhas estruturais que poderiam ser causadas por correntes ou colisões.
Os argumentos ambientais e as medidas de mitigação da Enbridge
Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, ambientalistas apontam que a obra poderia impactar pântanos, sítios arqueológicos e a poluição luminosa (afetando o Headlands International Dark Sky Park). Em resposta, a Enbridge e seus parceiros técnicos, como a Liderroll, apresentam um plano de mitigação robusto:
- Créditos de mitigação: Investimento em bancos de mitigação para restaurar áreas úmidas em outras regiões, compensando a perda local;
- Controle de impacto: restrição de ruídos ao período diurno e replantio imediato da vegetação nativa;
- Engenharia confinada: O uso de um túnel de apenas 5 metros de diâmetro reduz drasticamente a “pegada” da obra em comparação a métodos de vala aberta.

O desafio brasileiro: Lançamento em descida e aclive em ambiente restrito
A Liderroll detém a patente essencial para o sucesso desta obra. O túnel possui uma geometria complexa, exigindo que metade do duto seja lançado em descida e a outra metade em subida. Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, o diâmetro reduzido do túnel (5 metros) torna o uso dos roletes motrizes indispensável para garantir que a tubulação não sofra estresse mecânico ou danos ao revestimento durante o posicionamento final sob o lago.
Perspectiva estratégica: O equilíbrio entre energia e ecologia
Apesar das críticas de advogados ambientais que veem a aceleração do projeto como um favorecimento à agenda de combustíveis fósseis, a realidade operacional impõe urgência. Como pontua Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, reitera que a engenharia brasileira está pronta para dar o sinal verde técnico assim que as licenças forem emitidas. O túnel da Linha 5 não deve ser visto como um agressor à natureza, mas como um marco da engenharia moderna que utiliza a tecnologia para corrigir riscos herdados do século passado, garantindo a segurança energética da Ilha da Tartaruga (América do Norte) até 2040.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez



